Você sabe o que é rinite crônica?

Congestão nasal constante, espirros frequentes, coriza e dificuldade para respirar podem parecer apenas um resfriado prolongado, porém, quando persistem por mais de 3 meses, eles podem indicar um quadro de rinite crônica.
Embora não seja considerada uma doença grave na maioria dos casos, a rinite crônica merece atenção, pois seus sintomas podem se intensificar quando não são tratados adequadamente. Além disso, essa condição afeta milhões de pessoas e pode interferir diretamente na qualidade do sono, na produtividade, na concentração e até mesmo no olfato.
Você sofre com rinite crônica? A boa notícia é que existem diversas formas de controlar a doença. Então, continue a leitura para saber como é feito o diagnóstico e quais tratamentos costumam ser indicados.

Antes de falar sobre rinite crônica, é importante saber o que caracteriza a rinite.
O que é rinite?
A rinite é caracterizada pela inflamação e inchaço da mucosa do nariz, parte interna do nariz, que se manifesta, principalmente, através de:
Espirros em sequência;
Nariz entupido ou congestionado;
Coriza com secreção clara e líquida;
Coceira no nariz, olhos, garganta ou ouvidos;
Olhos vermelhos e lacrimejantes.
Esses sinais ocorrem quando o sistema de defesa reage a agentes externos ou irritantes, podendo ser:
Alérgenos: Poeira, ácaros, pelos de animais, mofo e pólen.
Fatores ambientais: Mudanças bruscas de temperatura, poluição e cheiros fortes.
Infecções: Vírus ou bactérias que causam quadros agudos.
Um dado curioso é que grande parte da população sofre com essa inflamação. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% da população brasileira tem rinite, o que representa por volta de dezenas de milhões de pessoas no país. No mundo todo, a ASBAI aponta que a doença atinge 40% das pessoas.
Ou seja, de modo simplificado, podemos dizer que a cada 100 pessoas, 30 têm rinite. Portanto, a rinite está entre as alergias mais afetam a população brasileira.
O que é rinite crônica?
A rinite crônica, por sua vez, é caracterizada pela presença contínua ou recorrente dos sintomas da rinite por mais de 12 semanas, podendo ocorrer durante todo o ano ou em períodos específicos, dependendo da causa.
Além dos sintomas conhecidos da rinite como espirros, coriza congestão nasal e coceira, outros podem surgir:
Redução do olfato;
Tosse persistente;
Cansaço e alterações do sono;
Sensação de pressão na face.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a rinite crônica não está necessariamente relacionada apenas às alergias, pois pode ser desencadeada por fatores ambientais, alterações anatômicas, exposição constante a substâncias irritantes, medicamentos e outras condições que provocam inflamação contínua da mucosa nasal.
Além do desconforto, a doença pode favorecer o desenvolvimento de outras complicações, como sinusites de repetição, alterações do sono, ronco e piora da qualidade de vida.
O que pode causar a rinite crônica?
A rinite crônica pode surgir por diferentes motivos. Em muitos casos, mais de um fator contribui para prolongar a inflamação da mucosa nasal.
As principais causas incluem:
Alergias
A rinite alérgica é uma das formas mais frequentes da doença. Ela ocorre quando o sistema imunológico reage ao contato com substâncias normalmente inofensivas, como:
ácaros;
pó;
pelos de animais;
fungos;
pólen.
Enquanto houver exposição ao alérgeno, os sintomas podem persistir.
Irritantes ambientais
A exposição contínua à fumaça de cigarro, poluição, perfumes intensos, produtos químicos e poeiras pode provocar inflamação persistente no nariz, mesmo em pessoas sem alergias.
Alterações anatômicas
Desvio de septo, aumento dos cornetos nasais e pólipos podem dificultar a passagem do ar e favorecer inflamações constantes.
Uso excessivo de descongestionantes nasais
O uso prolongado de sprays descongestionantes pode provocar efeito rebote, mantendo o nariz constantemente obstruído. Por isso, esses medicamentos devem ser utilizados apenas pelo período recomendado pelo médico ou pela bula.
Alterações hormonais e medicamentos
Mudanças hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez, além do uso de alguns medicamentos, também podem favorecer o surgimento da rinite.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da rinite crônica é baseado principalmente na história clínica do paciente e no exame físico realizado pelo médico, geralmente um otorrinolaringologista ou alergista.
Durante a consulta, o profissional geralmente avalia:
Quais sintomas estão presentes;
Há quanto tempo eles persistem;
Se existem fatores que desencadeiam ou pioram as crises;
Histórico familiar de alergias;
Presença de outras doenças respiratórias, como asma.
É muito importante que procurar um médico, pois somente um profissional da saúde especializado pode avaliar todo o quadro do paciente e indicar o tratamento adequado.
Considerações finais
A rinite crônica é uma condição comum que pode causar desconforto significativo e comprometer a qualidade de vida quando não recebe o tratamento adequado.
Apesar de nem sempre haver uma cura definitiva, a doença pode ser controlada na maioria dos casos com o diagnóstico correto, acompanhamento médico.
Além do uso dos medicamentos prescritos, hábitos simples — como manter o ambiente limpo, realizar a lavagem nasal quando indicada e evitar substâncias irritantes — fazem parte do tratamento e ajudam a prevenir novas crises.
Quanto mais cedo a causa da inflamação for identificada, maiores são as chances de controlar a doença e recuperar o bem-estar.
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